5 de abril de 2011

Avaliação de eficácia: importante ferramenta da Gestão do Conhecimento

Artigo de Caetano Mauro Tavares

A administração de uma organização passa por conceitos técnicos, mas deve considerar a gestão de pessoas como uma ferramenta, além de fundamental para se alcançar altos índices de performance, que visa a oferecer melhor qualidade de vida e motivação aos colaboradores.  Na gestão de pessoas, está envolvido também o treinamento e desenvolvimento dos colaboradores.

A Coordenação de Treinamento e Aperfeiçoamento da ISI Engenharia (CTA) vem trabalhando em ações de qualificação da educação organizacional para melhorar o nível do atendimento aos seus principais clientes: os Colaboradores da ISI. A CTA entende que melhorar o processo de aprendizado é atuar diretamente no bem estar profissional e de vida de cada treinando.

Psicologia aplicada à administração

A psicologia aplicada à administração tem em Chris Argyris um de seus estudiosos. Representante da Universidade de Harvard (EUA) nesse campo de aplicação, Argyris tem uma crença fundamentada na natureza humana, que foi reconhecida até pelos elevados padrões da Harvard Business School. Chris Argyris publicou, em 1982, um artigo que defende que a organização deve ser capaz de buscar formas apropriadas para solucionar problemas e capacitar colaboradores para incrementar sua eficácia e eficiência.

A partir desse ponto, surge a primeira dúvida: o que é uma “capacitação eficaz”?

A capacitação é eficaz quando a aquisição de conhecimento pelo colaborador agrega valor ao conhecimento da organização. Isso se revela através da medição dos resultados oriundos dos treinamentos realizados. A conexão entre o aprendizado organizacional e os resultados das ações de capacitação é feita, principalmente, pelos resultados obtidos pela organização e pelas “avaliações de eficácia” dos treinamentos.

O que é uma avaliação de eficácia?

É uma das ações que uma organização que valoriza seus recursos humanos utiliza para evidenciar a conexão entre a sua performance e suas estruturas de conhecimento. Aqui está, então, um dos trabalhos que a CTA está desenvolvendo para melhorar o retorno de seu investimento em treinamento e desenvolvimento: melhorar os critérios de avaliação de eficácia dos treinamentos para – através da melhoria contínua – valorizar cada vez mais o desenvolvimento de seus colaboradores, estimulando o crescimento profissional com treinamento e capacitação.

O estudo que a CTA está fazendo considera que um programa de treinamento deve ser avaliado não só após cada treinamento, mas, também, ao final do próprio programa. Isso faz com que a sua eficácia seja medida através da verificação do avanço alcançado por cada colaborador com base na comparação entre os momentos da “detecção da necessidade de treinamento” e da “avaliação da eficácia”.

Em 1998, Thomas A. Stewart – em seu livro “Capital intelectual: a nova vantagem competitiva nas empresas” – ressaltou a importância de medir o valor do capital intelectual. No entanto, ele também reconhece a dificuldade de se “contabilizar” ou de se medir o valor obtido pela aplicação da transferência do conhecimento. A avaliação de eficácia é uma ferramenta que visa a atender ao desafio de transformar o subjetivo em objetivo, dimensionando o capital intelectual, a habilidade desenvolvida e a transformação da reação dos colaboradores treinados em ações de eficiência e eficácia.

A responsabilidade dos colaboradores e de seus gestores

Naturalmente, não basta a CTA definir a metodologia de avaliação de eficácia dos treinamentos. É preciso o comprometimento dos colaboradores e de seus gestores com o alto nível das avaliações de eficácia. É preciso que cada ator desse processo esteja alinhado com os princípios da Política de Qualidade da ISI e com a ética construída. Ou seja: é preciso que cada ator (no universo de organizadores, gestores, professores e treinandos) seja verdadeiro e claro em cada avaliação.

O que deve ser medido em cada treinamento?

O treinando deve avaliar a qualidade didática, o material didático e a infraestrutura preparados pela organização. Já a organização deve avaliar a reação, a aprendizagem, o comportamento e os resultados apresentados pelo colaborador. É isso que a metodologia de avaliação de eficácia dos treinamentos – que será apresentada pela CTA para o Programa Anual de Treinamento (PAT 2011) – tem como objetivo melhorar.

Como os colaboradores podem ajudar?

Na ISI, os colaboradores participam do processo com  sugestões enviadas diretamente à Coordenação de Gestão do Conhecimento.

Juntos, podemos criar condições para cumpri a nossa Visão de “Ser referência na gestão de sistemas de controle de emprendimentos de engenharia no segmento industrial, em todas as disciplinas, até 2015.”

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